Sentados
numa esplanada. Está calor. O rio corre ali mesmo ao lado. Uma noite quase perfeita, o silêncio quebrado pelas pessoas que se juntam em grupos para aproveitarem mais uma noite quente de verão. A mesa vazia. Todos ansiosos pela chegada dos magníficos gelados já pedidos, após a tarefa árdua de escolher quais os melhores sabores e combinações. A B. salta de cadeira em cadeira, de colo em colo, fala, ri e mete-se com o miudo do lado.
Lá no fundo escuto um acordeão, mal tocado, quase não se pode chamar música ao que sai dali. De repente uma vozinha sumida diz qualquer coisa ao meu lado. Estende uma mão. Tinha os seus 6 anos, 7....linda: cabelos escuros compridos bem penteados, pele morena. Olhos lindos, doces, mas sempre caídos no chão. Triste, muito triste. O B. pega numa mão cheia de moedas e dá-lhe, ela vai à mesa ao lado e balbucia qualquer coisa novamente, e não consegui seguir mais o seu trajecto porque as lágrimas caiam-me pela cara abaixo.
A vida é injusta.
Lá no fundo escuto um acordeão, mal tocado, quase não se pode chamar música ao que sai dali. De repente uma vozinha sumida diz qualquer coisa ao meu lado. Estende uma mão. Tinha os seus 6 anos, 7....linda: cabelos escuros compridos bem penteados, pele morena. Olhos lindos, doces, mas sempre caídos no chão. Triste, muito triste. O B. pega numa mão cheia de moedas e dá-lhe, ela vai à mesa ao lado e balbucia qualquer coisa novamente, e não consegui seguir mais o seu trajecto porque as lágrimas caiam-me pela cara abaixo.
A vida é injusta.



1 Comments:
ai... detesto os pais que forçam os filhos a isso... é injusto mesmo.
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